Ay Carmela!
Galeria de fotos
Apresentação
… ou quando a pequena história de personagens que se parecem conosco encontra a grande história recente do mundo,
… para rir de nossos medos e fraquezas,
… como uma alegoria da Espanha republicana, falar de nosso país, como força de amor e dignidade para resistir
… para viver ou sobreviver.
Aproximem-se e compartilhem a emoção de um destino trágico e, por fim, riam, deixem subir esse riso profundo, aquele que nos faz amar e chorar. E assim, na alteridade e empatia, fazer a nossa parte.
… para rir de nossos medos e fraquezas,
… como uma alegoria da Espanha republicana, falar de nosso país, como força de amor e dignidade para resistir
… para viver ou sobreviver.
Aproximem-se e compartilhem a emoção de um destino trágico e, por fim, riam, deixem subir esse riso profundo, aquele que nos faz amar e chorar. E assim, na alteridade e empatia, fazer a nossa parte.
Proposta de encenação
O fascismo do vizinho é melhor que o nosso? Jamais! Nem por isso deixamos de olhar pra ele para que, em nós, espelhemos essa hidra que se movimenta de forma autônoma, que deve ter cada uma de suas cabeças famélicas extirpada e guardada nas profundezas da terra, com uma pedra por cima, para que jamais volte a habitar o imaginário dos povos do mundo. Ela nos rouba tudo. O afeto, a criação, a imaginação, a subjetividade, a coletividade, a dignidade, a memória, a ancestralidade, a vida. Esteriliza nosso mundo. O mundo todo.
O QUE HÁ DE BECKETT EM SINISTERRA?
O trabalho mistura a linguagem clownesca com forte inspiração beckettiana do teatro do absurdo, trazendo para a cena o estranhamento e o riso, como caminho de comunhão entre o palco e o público, mas também questionamento, emoção e sensibilidade.
Os artistas de variedades são personagens centrais dessa história, em atmosfera burlesca, apresentam-se com a arma em sua mira para não serem fuzilados. A encenação, cenografia, figurinos e adereços, iluminação e movimentos, trilha ou canção, propõe retratar esses palhaços sombrios do pós-guerra, um mundo fantasmal e estilhaçado, bem como retratar o tempo da memória, da fatídica apresentação de Carmela e Paulino para os fascistas.
Ao longo do espetáculo, como um pano de fundo, questionamos nossa capacidade de resistência e indignação diante do ressurgimento crescente e cada vez mais ameaçador do fascismo. Porque, se a representação artística participa na construção crítica e corajosa de um mundo mais democrático e justo, é nosso dever enquanto artistas de teatro nos posicionarmos em prol destes valores ameaçados e da dignidade do artista.
LUTO AY QUE DOLOR LUTO
Sinopse
“Será que dormi enquanto os outros sofriam? Será que durmo agora? Amanhã quando pensar que estou acordando o que direi desta jornada?”
Samuel Beckett
Samuel Beckett
Carmela e Paulino formam um casal de artistas cômicos, após serem capturados pelas tropas de Franco. A dupla é forçada a apresentar para uma plateia de oficiais e alguns brigadistas internacionais. A ação abre quando está tudo acabado. Paulino fica em um teatro vazio. Mas a aparição do fantasma de Carmela despertará sua cumplicidade, seus medos revelando sua miserável condição de sobrevivente. A peça funciona como um ato de recuperação da memória, como forma de evitar o apagamento, para que algumas atrocidades como as que são denunciadas na obra, não aconteçam novamente.
O Autor
José Sanchis Sinisterra é dramaturgo e diretor de teatro espanhol. É um dos autores mais premiados e representados do teatro espanhol contemporâneo e um grande renovador da cena espanhola, sendo também conhecido por seu trabalho docente e pedagógico no campo teatral. Vinculado ao estudo e ao ensino da literatura, sempre reivindicou a dupla natureza literária e cênica do texto dramático. Além de suas obras, em sua faceta de pesquisador e divulgador, Sinisterra escreveu numerosos artigos sobre teatro e participou de diversos colóquios e congressos dedicados à arte dramática. Foi fundador do Teatro Fronterizo, em Barcelona, e o dirigiu por mais de vinte anos.
O teatro não é apenas uma prática lúdica ou estética, mas também uma forma de compreender o mundo e agir sobre ele.
José Sanchis Sinisterra
José Sanchis Sinisterra
Elenco
Paulo Willliams
Ator, dramaturgo e diretor. Mestrando em Literatura e Crítica Literária pela PUCSP. Bacharel em Arte Cênicas pela Faculdade Paulista de Arte. Como ator e diretor do Grupo Tecelagem destaca-se os seguintes espetáculos:
– Travessia (2006);
– Velho mar (2008) direção Cláudio Mendel;
– Ruas de Barros (2009/2012) direção Frederico Foroni, grupo Chão;
– Monóculo (2011);
– Nonada amores do sertão (2015).
– Velho mar (2008) direção Cláudio Mendel;
– Ruas de Barros (2009/2012) direção Frederico Foroni, grupo Chão;
– Monóculo (2011);
– Nonada amores do sertão (2015).
Flávia Couto
Ator, dramaturgo e diretor. Mestrando em Literatura e Crítica Literária pela PUCSP. Bacharel em Arte Cênicas pela Faculdade Paulista de Arte. Como ator e diretor do Grupo Tecelagem destaca-se os seguintes espetáculos:
Ficha Técnica
- Autor:José Sanchis Sinisterra
- Direção:Lavínia Pannunzio
- Direção de Arte e Cenografia:Chris Aizner
- Figurino:Maria D’Cajas
- Iluminação:Wagner Antônio
- Trilha Sonora:Hedra Rockenbach
- Produtoras:Gabi Gonçalves / Gabs Ambròzia
- Orientação de Pesquisa:Cristiane Paoli Quito
- Preparação de flamenco:Trini Fumero
- Preparação de palhaçaria:Joana Barbosa
- Preparação corporal:Fabricio Licursi
- Preparação de canto:Graciele Valverde
- Design gráfico:Arison Nakazato
- Filmagens:Raquel Marques
- Operação de som:Carlos Munhoz
- Operação de Luz:Vinicius Andrade
- Realização:Tecelagem da Arte
- Coprodução:Corpo Rastreado
- Duração:1H:30min
- Indicação etária:14 anos